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Empresa contratou o Credit Suisse para iniciar uma “abordagem mais estruturada” aos acionistas concorrentes, fundada por Meyer Nigri

A Gafisa mantém-se firme em seu plano de fusão com a Tecnisa. Nesta semana, a empresa contratou o Credit Suisse para iniciar em “abordagem mais estruturada” dos acionistas da Tecnisa, em busca de negociação amigável para a associação das duas empresas embasadas, de acordo com o vice-presidente de Finanças e Gestão da empresa, Ian Andrade. Mas, assim como na reunião geral extraordinária (AGE) da Tecnisa realizada na semana passada, a Gafisa não estará presente no evento desta quinta-feira.

“Embora a Gafisa seja a segunda maior acionista da Tecnisa, não temos interesse em participar da montagem. O assunto só vai para frente se for tratado amigavelmente”, disse Andrade ao Valor. O executivo preferiu não estimar qual parcela dos participantes da AGE tende a votar a favor dos temas propostos pela Gafisa, como o aumento de 20% a 30% do limite para que o mecanismo de acionamento do acionamento (“pílula do veneno”) é acionado. ” O mapeamento não é muito claro. O percentual oscila muito “, diz o vice-presidente da Gafisa.

A empresa contratou o Credit Suisse para iniciar uma” abordagem mais estruturada ” para os acionistas da Tecnisa

Segundo fonte, a empresa fundada por Meyer Nigri tem expectativa de que a mesma base de acionistas que votou com o controlador, na AGE anterior, seja mantida. Procurado pelo Valor, o presidente da Tecnisa, Joseph Nigri, preferiu não se manifestar. Na assembleia da semana passada, na qual compareceram 45% dos acionistas da Tecnisa, 98% dos presentes rejeitaram a continuidade dos estudos para uma potencial integração empresarial com a Gafisa.

” Era de se esperar. O acordo de uma única votação foi preparado “, diz o vice-presidente da Gafisa, apontando que menos de 50% dos acionistas da Tecnisa participaram da AGE. Na semana passada, 44% do total de acionistas da Tecnisa, incluindo os 33% que atingiram acordo de votação, mostraram-se alinhados com a gestão da empresa, que considera não ser nenhuma sinergia na integração que foi proposta pelo concorrente.

A empresa Nigri-controladora da Tecnisa-tem fatia de cerca de 26%. Por meio do fundo Bergamo, a Gafisa tem 5,3% de participação na Tecnisa. Já o investidor Nelson Tanure participa da Gafisa por meio de verbas gerenciadas pela Planner Asset Managment, que tem fatia de 30,3% dessa empresa.

Outra proposta a ser votada, na AGE desta quinta-feira, será o aumento de capital da capital no montante de até R$ 500 milhões. Na avaliação de Andrade, a Tecnisa precisa da capitalização para ter crescimento sustentável e “surfar no próximo ciclo do mercado imobiliário”.

“Até que tenhamos conhecimento do negócio, sabemos que um ciclo de crescimento relevante precisa de capital para terra e início de projetos”, diz o vice-presidente dos projetos “, diz o vice-presidente da Gafisa, acrescentando que parte dos recursos captados pela Tecnisa na oferta de ações subsequentes (“follow-on”) de 2019 foi direcionada para o pagamento de dívidas.

Na avaliação de Andrade, a caixa de Tecnisa é “suficiente para pagar dívidas e manter a empresa aflora”. “Mas, para que haja um crescimento relevante, é preciso um reforço”, diz o executivo da Gafisa. Questionado sobre isso, o presidente da Tecnisa limitou-se a responder que “o tempo dirá”. No final de junho, a Tecnisa teve caixa de R$ 287 milhões. A empresa já divulgou que continua comprando terras e tem estoque de áreas necessárias para os lançamentos do próximo ano.

Para o executivo da Gafisa, a reestruturação financeira pela qual passou a Technisa poderia ter sido mais ampla. “A reestruturação está associada à diminuição de custos e despesas, mas também é necessária direção estratégica e revisita de cultura, comportamento e posturas”, diz Andrade.

Questionado sobre qual será a postura da Gafisa se suas propostas não forem aprovadas pelos acionistas da Tecnisa, Andrade respondeu que a empresa vai “mapear alternativas” e que o interesse na associação dos dois está mantido. “O que vai nos fazer parar é se a negociação com a Tecnisa não for amigável”, diz o vice-presidente da Gafisa. De acordo com ele, a união entre as duas empresas é “muito importante para o setor”. “Em tandem, podemos ser muito mais fortes e tradicionais do que já somos”, afirma.

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Fonte: fusoesaquisicoes.blogspot.com/2020/09/gafisa-segue-na-busca-por-fusao-com.html

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