fbpx

MATÉRIA NA REVISTA ACIRP COM JAZIEL PAVINE DE LIMA

Inflação gera impacto nas empresas

“ESPECIALISTAS APONTAM ESTRATÉGIAS PARA ENFRENTAR A ALTA DOS CUSTOS E A
NECESSIDADE DE REPASSE DE PREÇOS”

O brasileiro sentiu na pele os altos e baixos de 2020. Empresários em especial viveram como se estivem em uma montanha russa no campo da economia. De um lado, a queda nas vendas. De outro, uma inflação que chegou a 23% quando se toma por base o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), medido pela FGV.

O IGP-M é um indicador que mede a variação de preços para reajuste de contratos de aluguéis, energia elétrica e telefonia. É a ‘inflação’ do setor produtivo, utilizado para compor o reajuste de diversos custos das empresas. Só em 2020, a alta na CPFL Paulista para consumidores ligados em alta tensão foi de 6,72%. Para 2021, a expectativa, segundo a TR Soluções,
consultoria especializada no setor, é que o reajuste seja em média 14,5%.

O impacto do IGPM também deve ser significativo nos contratos de locação. “No começo do ano passado, quando o
IGP-M estava acumulado em torno de 7%, o que já era muito, os proprietários conseguiram negociar. Agora o reajuste seria de 20% e fica mais difícil evitar algum repasse”, compara o sócio-consultor da Valore Brasil, Jaziel Pavini de Lima.

O aumento nos custos das empresa acaba influenciando outro índice de inflação, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que serve de base para o cálculo da inflação geral e baliza, por exemplo, os dissídios salariais.

Na visão dos especialistas, as empresas que de alguma forma, conseguiram segurar os preços no ano passado provavelmente não vão suportar por muito tempo e devem começar a fazer os repasses.

Segundo Jaziel, o movimento de segurar os repasses, seja utilizando estoques adquiridos no preço antigo ou assumindo o prejuízo para ganhar mercado, acaba atrapalhando a economia como um todo.

“Sempre que tem alguém bancando um produto isso atrapalha a cadeia. Mas a empresa tende a se reorganizar. Muitos enxugam sua estrutura para manter a margem e optam por vender menos justamente para salvar a margem”, comenta o especialista.

“De modo geral, o empresário tem que proteger o capital tem que preservar caixa para fazer frente à incerteza. Mas planejamento é fundamental, pois o que ele vai fazer tem que ter sentido para o negócio. Em algum setor pode ser importante ganhar mercado neste momento. Mas tem que ter planejamento”, conclui o economista.

Jaziel lembra que alguns setores conseguiram crescer durante a pandemia. É o caso das empresas de tecnologia, principalmente as que atuam no segmentos de e-commerce, delivery e educação. Distribuidores de alimentos, produtos de higiene e limpeza também progrediram, mesmo com o aumento de preços.

A indústria chegou a ficar desabastecida com o consumo aquecido logo após precisar reduzir atividades e até interromper a produção por conta de medidas de prevenção à Covid-19.

“O Brasil é um pais onde os fundos internacionais vêm investir por que aqui tem consumo As pessoas precisam comer, se vestir, se divertir explica, lembrando que 2021 pode ser um ano recorde na abertura de capital de empresas na bolsa de valores, um indicador de que os investidores irão colocar dinheiro no setor produtivo”.

“O mercado tende a se ajustar depois dos impactos inflacionários e cada segmento e mesmo cada empresa tem condições de reagir de formas diferentes”, aponta Jaziel.

 

Fonte:  Revista ACIRP – ACIRPEMAÇÃO – Edição 33 – 2021

Jaziel Pavine de Lima

jaziel@valorebrasil.com.br

Baixe Grátis nosso e-book

O que todo empresário precisa saber antes de vender uma empresa?

Surgiu a oportunidade de vender uma empresa? Vai com calma…

Saiba quais são as 10 ações essenciais que devem ser tomadas antes de vender uma empresa.

 

Quer saber mais?

Acesse outros materiais relacionados a fusões e aquisições de empresas através dos nossos artigos e vídeos gratuitos, disponíveis em nosso canal do YouTube.

Veja mais conteúdo em vídeo

Open chat